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Como
é o Amor
Silvana Duboc

Um
dia a gente conhece
alguém
que até então não
era ninguém.
Ele vai se
aproximando de uma
forma
diferente...meio
carente.

Ele começa por
entender
tudo que
dizemos,apóia tudo
que fazemos.
Se interessa por
tudo que pensamos e
almejamos.
Aos poucos vamos
descobrindo que
temos muitas coisas
em comum.
Cada dia que passa
as conversas
vão se tornando mais
profundas.

Quando percebemos já
contamos alguns
segredos...
já mostramos nossas
fraquezas,
dúvidas e medos.

E o tempo vai
passando
e esses momentos
juntos,
cada vez mais
aumentando.

Começamos a ter a
necessidade
de contar as
alegrias e o
desejo de dividir as
fantasias.

Depois queremos
dividir as tristezas
falar do passado...
contar dos momentos
que ficaram
marcados.
Em todos os
instantes queremos a
sua
opinião pra resolver
qualquer questão.

Mais adiante
queremos falar das
vitórias...
mostrar nossas
glórias,revelar
nossos fracassos...
e exibir nossas
histórias.

E o tempo vai
ficando curtinho
para dar tanto
carinho,receber
tanto amor
e esquecer tanta
dor.

Esse amor divide
tudo
conosco...sem
restrições,
sem
questionamentos...
por puro prazer e
encantamento.

Quando percebemos
estamos
completamente
dependentes dessa
convivência pois
ela encheu toda a
nossa carência.

Temos certeza então
que não existe
mais ninguém como
esse alguém.
Ele sabe dar atenção
na hora certa e
compreender nossas
horas incertas.

Ele divide
emoções...
ilusões...sonhos e
sensações.
Ele se faz presente
mesmo
quando não está
junto da gente.

Através de uma
canção...
de um poema ou de
uma situação.
Aí...descobrimos,já
é amor!!!
Surgem então
batalhas
a serem vencidas...
lutas a serem
decididas e
todas vão sendo
resolvidas.

O coração dispara
cada vez que ele
fala,
cada vez que ele
chega
ou cada vez que ele
cala.

Começamos então a
ter desejos...
sentimento
fulminante que
aflora a todo
instante...
Misturam-se então,
alma...coração
e é uma louca
sensação...
irremediável
questão.

A cabeça começa a
não
poder mais
raciocinar...
perde o rumo das
palavras...
fica escravizada.
Quando tudo parece
perfeito,
começam a acontecer
momentos
de dor misturados ao
amor.

Não se sabe mais o
que
é direito... não se
percebe mais
o que deve ser
feito...
A alma vez por outra
lateja na solidão...
mas essa mesma alma
que chora de
tristeza...
sabe também dar o
perdão...
consegue estender
novamente a mão.

O perdão vem do
amor...
esquece portanto a
dor.
Novos momentos de
euforia...
a luz da paixão de
novo
irradia naqueles
corações
ambos contaminados
por emoções.

Faz-se novamente
calmaria e a
essência
de tudo passa a ser
só a alegria...
Acontece que os
desencontros voltam
a surgir...
os corações voltam a
sofrer e
o amor vai ficando
abalado
vai ficando
despedaçado...
No fundo da alma no
entanto,
o amor continua a
acontecer
a crescer,a gritar
que não quer morrer.

Mas ele coitado,
desgastado que está
não consegue
suportar mais a dor
não consegue se
sobrepor.
Chega um momento que
é urgente que
se faça algo para
esse amor não
seja posto de lado e
mesmo separados,
ele haverá de
sobreviver
e de algum modo
vencer.

Agora então só
restará uma solução,
deixá-lo viver num
passado calado...
numa história de um
livro...
ou em algum tipo de
arquivo.
O amor é
assim,começa sem
pressa
quer apenas
acontecer...florescer.

O amor quando está
agonizando
não precisa de
despedida
não se programa
partida
ele simplesmente
termina na ruína.

Triste e revoltado o
amor
vai ficando
amargurado...
decepcionado com o
seu destino
e aos pouco vai
partindo.
Um dia tudo
desaba...acaba
numa simples
palavra...
ou numa vírgula mal
colocada.

Aí...resta a
Saudade...
Resta aquela vontade
de voltar
no tempo nem que
seja
só por um momento e
tentar
mais uma vez ser
feliz.
Ou pelo menos fazer
com que ele saiba
que foi o que a
gente mais quis...
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