Olhos Verdes
Homenagem póstuma
ao cantor Leandro


Lydia Prando de Souza


E a voz se calou na garganta,
as duas contas de esmeralda,
foram recobertas pelas pálpebras inertes.
O olhar profundo se desloca para o infinito.
Seu corpo dormita na inércia.
A máquina parou, tudo parou,
o medo do escuro sumiu... você partiu.

Nas noites escuras sem luar,
busco na solidão do negro manto,
consolo para meu triste coração.
A minha saudade viaja na amplidão do céu
buscando nem sei o que encontrar.
Conto as estrelas... não venço contar.

De repente ... um ponto luminoso!
Lá está ele! foi morar numa estrela!
Olhe os dois pontinhos verdes a me espiar!
As lágrimas embaçam meus olhos.
Quedo-me em silêncio ...e... no silêncio profundo
da minha alma, posso até, ouvi-lo cantar !