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Lydia Prando de Souza

O céu se une a terra num
só manto.
A garoa cai lentamente
como uma nuvem de fumaça,
os arranha-céus ficam
interceptados a
nossa vista pela neblina
densa e etérea.

Alem dessa magnanimidade
esplendorosa da natureza,
além desse intenso véu
nevoento que nos encanta e
nos seduz a usufruir das
delícias dessas
microscópicas
gotículas de frescor desta
manhã sem sol,
estão os Onipotentes e
Onipresentes olhos de
Deus,
dirigindo, orientando os
pequeninos seres,
que por Sua Vontade se
movimento neste planeta.

Esse Divino Ser,
experimenta os nossos
corações,
e põem em prova a nossa
fé, separando assim o joio
do trigo.

As delícias da corrupção
transforma o racional em
irracional,
a febre do desejo torna o
homem brutal ... O joio
viceja, cresce,
produz sementes em
abundância que se reproduz
assustadoramente.

A adesão aos prazeres, a
fuga de sentimentos
nobres,
o enfraquecimento do
caráter, a absorção da
pureza pela mácula,
o desejo de propriedade do
impossível é o que domina
a mente humana.
E o SER SUPREMO passa a
ocupar um lugar secundário
e muitas vezes é
completamente esquecido.
Porém a Sua misericórdia é
plena e inconfundível.

Enquanto a maldade, a
injustiça, a miséria e a
hipocrisia prolifera na
terra,
Ele, com a sua imensa
bondade e amor, derrama
sobre nós,
o bálsamo do Seu Hálito,
transformando-o nesta
suave neblina que cai,
densa e lentamente,
tirando-nos a visão do
além, mas aguçando,
clareando,
iluminando os nossos
corações para que possamos
VÊ-LO através da fé!

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