Juras de Amor

 
 

Lydia Prando de Souza


Nos lindos dias de nossa juventude,
Gravamos, nomes e juras.
No tenro tronco da paineira.
Todos os anos ela se revestia
De rosa, como rosa eram nossas vidas.

 

 



O tempo passou, a árvore cresceu,
O tronco se avolumou e engoliu nossos nomes.
Nesse período tudo mudou...
Descobrimos que somos dois amantes
Errantes em estradas opostas.

 



Todas as tentativas de aproximação,
Foram desastrosas.
Somos vítimas de sonhos irrealizáveis.
Tentamos a libertação... Impossível!
Estamos presos no ventre da árvore!

 

Temos como destino a desilusão.
A poeira do silêncio apaga a jura de amor
Escrita na lousa do tempo,
Mas a nossa continua viva e real, porque,
Do seu cerne... A paineira não apagou!