O amor
Lydia Prando de Souza
Minha alma inebriada pela melodia do silêncio,
baila no ar sob os acordes silentes do universo.
A noite é escura; no seu negrume,
estrelas e vagalumes se confundem.
A escuridão oculta da natureza a suprema beleza
e na sua cegueira, tenta enegrecer
a luminosidade festiva e fantástica
e a irradiação de felicidade que domina meu ser!
Minha alma continua a bailar no etério,
banha-se nas águas do mar e
nas ondas ligeiras embala-se em seu regaço!
E nesse estado envolvente, gera em seu ventre,
a mais sublime e fecunda fagulha
que a torna esplendorosa! Fulgurante!
E a alma parturiente, num extremo fervor,
dá a luz a fagulha divina ... O AMOR!
A negra noite foge assustada,
o amor criança habita o meu ser
nesta serena madrugada!
E na sinfonia do amanhecer,
meu coração canta...
no assobio do vento,
no gorjeio dos pássaros,
no zum-zum das abelhas...
em harmoniosos acordes melódicos ...
UM HINO AO AMOR!

